quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O TECIDO ADIPOSO OU TECIDO GORDUROSO É UM ÓRGÃO COMPLEXO CAPAZ DE EXERCER FUNÇÕES QUE ATÉ POUCO TEMPO ATRÁS ERAM DESCONHECIDAS. ISSO O TORNA UM TECIDO DE GRANDE IMPORTÂNCIA NA HOMEOSTASE ENERGÉTICA CORPORAL PRINCIPALMENTE EM HUMANOS. FISIOLOGIA–ENDOCRINOLOGIA–NEUROENDOCRINOLOGIA–GENÉTICA–ENDÓCRINO-PEDIATRIA (SUBDIVISÃO DA ENDOCRINOLOGIA): DR. JOÃO SANTOS CAIO JR. ET DRA. HENRIQUETA VERLANGIERI CAIO.

 Se pensarmos que a obesidade é um acúmulo energético como fator negativo de substância sem função orgânica, estamos cometendo um ledo engano grave. A complexidade dessa substância em todo nosso metabolismo e suas funções endócrinas são de extrema importância para humanos, isso não quer dizer que não existam fatores adequados no balanceamento de seus parâmetros, para que não saia de sua normalidade. 

  • Tecido adiposo unilocular: tecido adiposo branco sua célula é composta de uma única gotícula de lipídio, que ocupa quase todo o espaço celular formando um grande vacúolo. Sua cor varia entre o branco e o amarelo-escuro. Forma uma camada de gordura disposta sob a pele. No recém-nascido é de espessura uniforme, já em adultos o acúmulo é em determinadas localizações, sendo a distribuição regulada por hormônios. O principal lipídio armazenado é o triglicéride. O tecido adiposo branco é responsável pela maior parte da produção de hormônios.

  • Tecido adiposo multilocular: suas células contêm várias gotículas de gordura, possui vários vacúolos de gordura e várias mitocôndrias. Sua cor castanha é devido à vascularização abundante e às numerosas mitocôndrias, que fazem gerar energia mais rápido que o tecido unilocular. Localiza-se em áreas determinadas, encontrados em grande quantidade em animais hibernantes e em recém-nascidos. Tem como principal função gerar calor. Portanto dois tipos de tecido adiposo, o tecido adiposo branco (WAT) e tecido adiposo castanho (BAT), também conhecidos como gordura branca e gordura marrom, respectivamente, e que compreendem dois tipos de células de gordura.
    Mais recentemente, a presença de adipócitos bege com um padrão de expressão do gene distinto dos adipócitos branco ou castanho, foi descrito. A gordura marrom defende contra a hipotermia e obesidade através da termogênese (queima de gordura) mediada por UCP1 mitocondrial. Dados recentes sugerem que existem dois tipos distintos de gordura marrom: a gordura marrom clássica derivada de um mito-5 linhagem celular e células UCP1-positivas que emergem em gordura branca de uma linhagem não-myf-5. Aqui é relatada a clonagem de células adiposas "bege" de depósitos de gordura branca murino. As células bege se assemelham a células de gordura branca em ter extremamente baixa expressão basal de UCP1, mas como gordura marrom clássica, elas respondem à estimulação do AMP cíclico com taxas de expressão e de respiração altas UCP1. As células bege tem um padrão de expressão gênica distinta da gordura branca ou marrom e são preferencialmente sensíveis ao hormônio polipeptídico Irisin (Fndc5 foi inicialmente descoberto em 2002 durante uma pesquisa do genoma para fibronectinas de domínio tipo III e também de forma independente em uma pesquisa para proteínas peroxissomais. O Irisin foi encontrado como uma versão clivada de Fndc5. Boström e colegas de trabalho nomearam o Irisin um produto clivado, extraindo seu nome do seu mensageiro grego da Deusa Íris. Finalmente, mostra-se que os depósitos de gordura marrom anteriormente observados em seres humanos adultos são compostos de células adiposas beges. Estes dados ilustram um novo tipo de células com potencial terapêutico humano, pois, além de mais concentrado, ou seja, possui menos volume e libera em torno de 10 vezes mais energia do que a gordura branca, o que significa uma esperança terapêutica para a obesidade humana. 

    O tecido adiposo, enquanto órgão secretor pode apresentar distintas peculiaridades e dentre elas temos:

    • Constitui tecido de ampla e variada distribuição orgânica, cuja característica de compartimentalização, nem sempre apresenta conexão entre si. O(s) mecanismo(s) envolvido(s) com a atividade secretora dos adipócitos permanece(m) sob investigação, existindo dúvidas acerca dos processos humorais e/ou neurais relacionados, 

    • Adipócitos maduros, pré-adipócitos, fibroblastos e macrófagos, representam os diferentes tipos de células que constituem o tecido adiposo e participam da sua função endócrina,

    • A capacidade metabólica do tecido adiposo varia em função da sua localização, subcutânea ou visceral, podendo contribuir de forma mais ou menos intensa para a secreção de adipocitocinas específicas. 

    O quadro abaixo apresenta as principais adipocinas secretadas pelo tecido adiposo:

    Adipocinas Função/efeito:

    • Adiponectina influencia na sensibilização insulínica e nas propriedades anti-aterogênicas,

    • Angiotensinogênio precursor da angiotensina II regula a pressão sanguínea e influência na adiposidade,
    • A proteína estimuladora de acilação influencia na síntese de triacilglicerol no tecido adiposo,
    • A Interleucina-6 é mediador do processo inflamatório e influência no metabolismo lipídico,
    • Leptina - sinalização cerebral do estoque de gordura corporal - influencia na sensibilização insulínica, regulação do apetite e gasto energético,
    • Inibidor de ativador de plasminogênio I - potente inibidor do sistema de fibrinólise,
    • Resistina - influência no desenvolvimento à resistência insulínica,
    • Fator de necrose tumoral (FNT) - interfere na sinalização insulínica e possível causa da resistência à insulina na obesidade.

    Em decorrência de estudos mais recentes, com a descoberta da propriedade do tecido adiposo branco (TAB) de secretar substâncias com importantes efeitos biológicos, grande importância foi atribuída ao seu papel endócrino. Com a descoberta de uma ampla gama de proteínas secretadas pelo TAB, denominadas adipocinas, um novo conceito sobre a função biológica deste tecido vem surgindo, consolidando a idéia de este tecido ser não apenas um fornecedor e armazenador de energia, mas sim, um órgão dinâmico envolvido em uma variedade de processos metabólicos e fisiológicos.


    Dr. João Santos Caio Jr.
    Endocrinologia – Neuroendocrinologista
    CRM 20611

    Dra. Henriqueta V. Caio
    Endocrinologista – Medicina Interna
    CRM 28930

    Como saber mais:
    1. A perimenopausa é muitas vezes referida como “um período de mudanças”, que é assim descrita por causa da variabilidade dos 

    sintomas neurológicos e fisiológicos que aumentam com a mudança para a senescência reprodutiva...
    http://hormoniocrescimentoadultos.blogspot.com.

    2. O eixo reprodutivo feminino compreende o eixo hipotalâmico-pituitário-ovariano-uterino que sofre alterações aceleradas em relação a outros sistemas que são saudáveis...
    http://longevidadefutura.blogspot.com

    3. A senescência reprodutiva em mulheres é definida pela depleção de oócito (oócitos são células germinativas femininas ou células sexuais produzidas nos ovários dos animais)...
    http://imcobesidade.blogspot.com

    AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO
    DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.


    Referências Bibliográficas:
    Caio Jr, João Santos, Dr.; Endocrinologista, Neuroendocrinologista, Caio,H. V., Dra. Endocrinologista, Medicina Interna – Van Der Häägen Brazil, São Paulo, Brasil; Amos PJ, Shang H, Bailey AM, Taylor A, Katz AJ, Peirce SM.. IFATS collection: the role of human adipose-derived stromal cells in inflammatory microvascular remodeling and evidence of a perivascular phenotype. Stem Cells (2008) 26:2682–90.10.1634/stemcells.2008-0030; Crisan M, Yap S, Casteilla L, Chen CW, Corselli M, Park TS, et al. A perivascular origin for mesenchymal stem cells in multiple human organs. Cell Stem Cell (2008) 3:301–13.10. 1016/j.stem. 2008.07.003; Traktuev DO, Merfeld-Clauss S, Li J, Kolonin M, Arap W, Pasqualini R, et al. A population of multipotent CD34-positive adipose stromal cells share pericyte and mesenchymal surface markers, reside in a periendothelial location, and stabilize endothelial networks. Circ Res (2008) 102:77–85.10.1161/CIRCRESAHA. 107.159475; Tang W, Zeve D, Suh JM, Bosnakovski D, Kyba M, Hammer RE, et al. White fat progenitor cells reside in the adipose vasculature. Science (2008) 322:583–6.10. 1126/ science.1156232; Gupta RK, Arany Z, Seale P, Mepani RJ, Ye L, Conroe HM, et al. Transcriptional control of preadipocyte determination by Zfp423. Nature (2010) 464:619–23.10.1038/nature08816; Gupta RK, Mepani RJ, Kleiner S, Lo JC, Khandekar MJ, Cohen P, et al. Zfp423 expression identifies committed preadipocytes and localizes to adipose endothelial and perivascular cells. Cell Metab (2012)15:230–9.10.1016/j.cmet. 2012.01. 010; Tran KV, Gealekman O, Frontini A, Zingaretti MC, Morroni M, Giordano A, et al. The vascular endothelium of the adipose tissue gives rise to both white and brown fat cells. Cell Metab (2012) 15:222–9.10.1016/j.cmet.2012.01.008; Huang HY, Song TJ, Li X, Hu LL, He Q, Liu M, et al. BMP signaling pathway is required for commitment of C3H10T1/ 2 pluripotent stem cells to the adipocyte lineage. Proc Natl Acad Sci U S A (2009) 106: 12670–5.10.1073/ pnas.0906266106; RY, Reed RR.. Identification of DNA recognition sequences and protein interaction domains of the multiple-Zn-finger protein Roaz. Mol Cell Biol (1998) 18:6447–56; Hata A, Seoane J, Lagna G, Montalvo E, Hemmati-Brivanlou A, Massague J.. OAZ uses distinct DNA- and protein-binding zinc fingers in separate BMP-Smad and Olf signaling pathways. Cell (2000) 100:229–40.10.1016/S0092-8674(00) 81561-5; Festa E, Fretz J, Berry R, Schmidt B, Rodeheffer M, Horowitz M, et al. Adipocyte lineage cells contribute to the skin stem cell niche to drive hair cycling. Cell (2011) 146:761–71.10.1016/j.cell. 2011.07.019; Kang S, Akerblad P, Kiviranta R, Gupta RK, Kajimura S, Griffin MJ, et al. Regulation of early adipose commitment by zfp521. PLoS Biol (2012) 10:e1001433. 10.1371/journal.pbio.1001433; Hammarstedt A, Hedjazifar S, Jenndahl L, Gogg S, Grunberg J, Gustafson B, et al. WISP2 regulates preadipocyte commitment and PPARgamma activation by BMP4. Proc Natl Acad Sci U S A (2013)110:2563–8.10.1073/pnas. 1211255110; Cristancho AG, Schupp M, Lefterova MI, Cao S, Cohen DM, Chen CS, et al. Repressor transcription factor 7-like 1 promotes adipogenic competency in precursor cells. Proc Natl Acad Sci U S A (2011)108:16271–6.10.1073/pnas.1109409108.





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